Curados pela Eucaristia
Nunca compreenderemos como o Senhor dá seu corpo e sangue na forma de pão e vinho. Isso será sempre um mistério da fé, mas o Senhor, sabendo disso, veio em auxílio a nossa fraqueza, a nossa incredulidade. Por isso Ele realizou prodígios; para que pudéssemos aceitar com mais facilidade o mistério da eucaristia. Por isso Jesus andou sobre as águas, multiplicou os pães, apareceu aos apóstolos após a sua ressurreição; tudo para que soubéssemos que Ele tem o poder de realizar aquilo que realizou na Eucaristia.
Jesus quis concretizar a sua presença na hóstia, sob as espécies de pão e vinho, para que compreendêssemos que a Eucaristia que recebemos é o seu corpo, que vem ser presença, remédio, cura, alimento e força para nós.
Quando comungamos, é a pessoa inteira de Jesus que recebemos. É Jesus Ressuscitado, com seu corpo glorioso. Entramos em comunhão com suas chagas, que foram abertas por nós, para curar as nossas feridas e as marcas deixadas pelo pecado em nós. Comungamos o coração do Senhor, que amou e que ainda ama a cada um de nós; o mesmo coração que foi perfurado pela lança.
A Eucaristia é como um remédio que devemos tomar constantemente até nos curarmos, principalmente quando a nossa luta é contra um determinado pecado que não conseguimos vencer.
Um Blog Destinado a todos os Cristãos que tem uma fé segura em Jesus Cristo e dão testemunha de seu evangelho sobre a proteção da Imaculada mãe de Deus
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Ninguém consegue viver sem oração
Enquanto estivermos nesta vida, estaremos num vale de lágrimas, gemendo e chorando. Não pense que Deus é mágico e que, de repente, tudo vai se transformar em sua vida e você nunca mais vai ter problemas e sofrimentos: este é um terrível engano em que o próprio diabo nos coloca e que nos fragiliza. É totalmente o contrário: por nossa vida ser o que é, precisamos rezar sem cessar.
Ninguém consegue ficar por um período muito prolongado debaixo d’água; depois de um tempo, por mais resistência respiratória que possua, é obrigado a vir à tona, senão morre. Isso será diferente se você fizer como os mergulhadores profissionais que usam máscara de oxigênio e respiram tranqüilos. No entanto, se o oxigênio terminar ou alguma coisa acontecer, eles têm de subir depressa para a superfície da água, senão morrem. Porém, enquanto o oxigênio flui, eles estão tranqüilos, nadando na parte mais profunda do mar.
A receita para vivermos neste vale de lágrimas é justamente este fluir do oxigênio, que é a oração. Ela é o "oxigênio" de Deus para nós. Ninguém agüenta viver neste vale de lágrimas se não estiver munido desse "oxigênio".
Ninguém consegue ficar por um período muito prolongado debaixo d’água; depois de um tempo, por mais resistência respiratória que possua, é obrigado a vir à tona, senão morre. Isso será diferente se você fizer como os mergulhadores profissionais que usam máscara de oxigênio e respiram tranqüilos. No entanto, se o oxigênio terminar ou alguma coisa acontecer, eles têm de subir depressa para a superfície da água, senão morrem. Porém, enquanto o oxigênio flui, eles estão tranqüilos, nadando na parte mais profunda do mar.
A receita para vivermos neste vale de lágrimas é justamente este fluir do oxigênio, que é a oração. Ela é o "oxigênio" de Deus para nós. Ninguém agüenta viver neste vale de lágrimas se não estiver munido desse "oxigênio".
O Dom da Cura no Grupo de Oração
Um Grupo de Oração que se reúne semanalmente para encontrar com Deus, lhe prestar culto de louvor e ação de graças, certamente será visitado pelo Senhor da vida.
As curas que ocorrem durante as reuniões de oração geralmente acontecem como resultado da perseverança de seus membros na vida carismática. É a partir da fé e da fidelidade à vida de oração, leitura da Palavra e frequência às reuniões de oração que começa a se destacar em cada um a manifestação do Espírito para proveito comum (I Cor. 12, 7), e nesta manifestação do Espírito alguns recebem o dom de orar por cura.
Com o passar do tempo, os participantes do Grupo de Oração vão percebendo e até mesmo reconhecendo que determinado irmão ou irmã tem o dom de orar pelos enfermos, o que na maioria dos casos leva, segundo o que temos visto, de quatro a sete anos de caminhada.
Mas o importante é ter em mente que o dom pertence ao seu doador, ou seja, ao Espírito Santo, e que este, de maneira especial tem derramado seus dons nas reuniões de oração e chamado alguns a este ministério.
As curas podem ocorrer a qualquer momento em uma reunião de oração carismática, desde seu início, até o final, pois Deus age como quer, quando quer e na hora em que quiser. Às vezes, ocorrem curas sem que ninguém as peça, em um momento de louvor, por exemplo. Não são poucos os testemunhos de irmãos curados durante a reunião, sem que haja uma oração direta de algum servo para o restabelecimento de sua saúde.
A graça geralmente ocorre quando os membros do Grupo, dispostos e desejosos de deixarem-se usar pelo Espírito Santo, abrem-se ao dom, tornando-se canal de graça, intercedendo uns pelos outros, permitindo que o Senhor, por meio de suas orações, manifeste seu amor, curando os doentes, como sinal de sua presença.
Para que a cura ocorra constantemente no Grupo de Oração, os participantes devem ser motivados a experimentar todos os dons, aprender a orar pelos outros, sem se preocuparem de estar exercendo algum tipo de ministério. É necessário fazer experiência de orar uns pelos outros. São Tiago nos ensina: "orai uns pelos outros para serdes curados" (Tg 5, 16b).
O Senhor tem pressa e quer que aprendamos muito e rapidamente na caminhada em um Grupo de Oração. Para isso, somos levados a participar por períodos curtos em vários ministérios, motivados por uma vontade inexplicável de crescer e aprender.
É importante que os mais experientes incentivem os iniciantes que estão nesta busca de serem usados por Deus, levando-os a fazer vários cursos de formação e obter a experiências em todos os serviços, sem aquela obrigação de estarem atrelado a um ministério. Em outras palavras, não é necessário pertencer ao Ministério de Oração por Cura e Libertação para orar pelos outros e nem tampouco ter feito encontros de formação neste sentido. Todos podem orar uns pelos outros, abrindo-se aos dons do Espírito Santo. À medida que os dons vão sendo exercitados, orando e servindo aos irmãos, a comunidade vai reconhecendo o carisma de cada um.
Se uma pessoa é reconhecida pela comunidade como alguém que ao orar pela cura de um doente é atendida por Deus, esta, certamente, tem um chamado ao ministério. E o sinal claro desse chamado é a insistência de irmãos pedindo orações ou trazendo pessoas enfermas para que reze por elas. Quando o carisma se torna ministério a partir do reconhecimento pela comunidade, então a pessoa deve ser incentivada, principalmente pelo coordenador do Grupo de Oração, a buscar formação específica por meio do Ministério de Oração por Cura e Libertação, no intuito de se aprofundar na doutrina do carisma e aprender com os mais experientes.
Em resumo, o que temos aprendido com esta intervenção do Espírito Santo é o seguinte: primeiro o Dom de Curar acontece na Reunião de Oração, depois, com o passar do tempo, o dom começa a se destacar em alguns de seus membros, e só então, esses membros reconhecidos pela comunidade passam a se dedicar ao ministério.
Pelo que vimos, devemos tomar cuidado e não ter pressa na formação de ministros de oração por cura para não queimar etapas.
Para nossa reflexão: Uma pessoa que nunca orou pelos outros, ou que até tenha orado esporadicamente, ao fazer um curso do Ministério de Oração por Cura e Libertação, está pronta para exercer tal ministério?
Provavelmente, não. Fazer o curso e receber informações ajuda, mas por si só não capacita alguém a entrar para o ministério.
Mas, se ao contrário, alguém que não tenha feito curso de formação, porém vem sendo procurado pelos irmãos de forma sistemática na busca de oração por cura, este sim, deve ser incentivado a fazer os cursos de formação e entrar para o ministério, buscando aprofundar-se na doutrina do dom e compartilhar com os irmãos as experiências adquiridas na caminhada.
Para esses é imprescindível que se aprofundem na doutrina do dom e, para isso, devem buscar conhecimento, não somente nos cursos de formação dados pelo Ministério de Cura e Libertação, mas também nas Sagradas Escrituras e Doutrina da Igreja.
Também é importante a experiência dos irmãos de caminhada e a vasta literatura hoje existente em nosso meio, em especial aquela oferecida dentro de nossa espiritualidade.
Seguem aqui alguns pontos, que alguém que aspira ao Ministério de Oração por Cura, não pode perder de vista:
1 - Ter sempre em mente que o Dom de Curar é um carisma do Espírito Santo para o bem comum e não para satisfação ou projeção pessoal;
2 - Como os demais dons, à exceção do dom de línguas, só acontece quando Deus quer e na hora que Deus quer, pelo simples fato de não estar sob o domínio de quem ora e, por mais que haja fé, depende da vontade de Deus;
3 - É dado como sinal do amor de Deus por nós, geralmente para confirmar o anúncio do Evangelho;
4 - A maior motivação para o exercício do dom é, e sempre será, a caridade, sem se deixar levar pelo gosto do poder que o dom pode representar;
5 - Acontece com maior frequência quando se abre à unção do Espírito, geralmente em assembléias de oração, tais como nas reuniões de oração, nos Seminários de Vida no Espírito, nas Experiências de Oração, nos retiros, Congressos e outros eventos semelhantes, ocorrendo geralmente após um grande louvor, durante uma adoração ou momento de oração, mas podendo ocorrer também durante uma pregação ou proclamação da Palavra ou em qualquer momento em que o povo de Deus esteja reunido em seu nome, porque, como já foi dito anteriormente, o dom é do doador e é Ele quem escolhe o momento e a maneira de curar.
6 - É necessário desejar e pedir o dom ao Espírito Santo para se tornar um canal de graça para os irmãos;
7 - Quando se aspira ao ministério de cura, o certo é iniciar orando por enfermidades mais simples, sem se preocupar com resultados, após orar, entregar a Deus e deixar por sua conta os resultados, confiantes no seu poder, na certeza que depende d'Ele;
8 - É importante aprender a discernir. Às vezes, no inicio do ministério, tem-se à impressão que ao orar a cura vai ocorrer, o que, algumas vezes, não acontece. Mas, se, humildemente, refletirmos sobre a inspiração, pode-se concluir que o Senhor não estava dizendo: "vai curar..., mas, aprenda a orar para cura". Quando se sentir impulsionado a orar, ore, mas atento, porque o Senhor pode estar apenas lhe dizendo: aprenda a orar.
Aqueles que coordenam uma reunião de oração devem estar preparados e desejosos de que ela seja um transbordamento dos carismas, levando a assembleia de oração a se entregar ao Espírito Santo num clima de muito fervor e adoração.
É muito importante que o coordenador faça a graça acontecer, envolvendo todos os participantes da reunião de oração e que esses, em momentos próprios, orem uns pelos outros para obter as multiformes graças de Deus.
Um ponto privilegiado na reunião, para se obter a cura e libertação é o momento quando o coordenador, movido pelo dom da fé, pode convocar todos os membros a fazerem um ato de arrependimento, uma renúncia ou uma entrega, oração esta que certamente será ouvida pelo Senhor Jesus através de libertações e cura.
Outro ponto ocorre geralmente no momento do silêncio e escuta que acontece logo após o grande louvor depois da pregação da Palavra e dinâmica de oração que se segue. Geralmente neste momento ocorrem revelações de cura, por meio de palavra de ciência dada a um ou outro servo. Curas e libertações ocorrem ainda quando se faz uma grande intercessão pelos enfermos onde todos oram uns pelos outros.
Curas acontecem também após uma pregação ungida onde, ao final, o pregador ou o coordenador da reunião pede ao Senhor que confirme a palavra com os sinais.
Enfim, são muitos os momentos em uma reunião de oração, em que a cura ocorre. Tem-se visto grandes milagres durante o louvor, quando alguém apresenta ao Senhor Jesus uma pessoa muito enferma, com sério risco de morte (geralmente alguém que se encontra em alguma UTI de hospital), oportunidade em que o coordenador da reunião, após ouvir o clamor daquela pessoa, leva toda a assembleia a interceder pelo enfermo, pedindo a Jesus que vá àquele hospital e visite a pessoa necessitada. Milagres têm ocorrido quando todos oram.
Bem irmãos, o fato é que na vida da Renovação Carismática Católica, o Grupo de Oração é o local mais privilegiado para a manifestação do dom de curar. Podem surgir nesses grupos pessoas chamadas por Deus para exercer o ministério, mas a cura na reunião de oração é uma constante, independentemente do fato do grupo já ter ou não ministros de oração por cura.
Finalmente, desejo e espero que todos aqueles que a comunidade reconheceu como tendo o dom de curar, venham para o Ministério buscar a formação especifica sobre o dom.
As curas que ocorrem durante as reuniões de oração geralmente acontecem como resultado da perseverança de seus membros na vida carismática. É a partir da fé e da fidelidade à vida de oração, leitura da Palavra e frequência às reuniões de oração que começa a se destacar em cada um a manifestação do Espírito para proveito comum (I Cor. 12, 7), e nesta manifestação do Espírito alguns recebem o dom de orar por cura.
Com o passar do tempo, os participantes do Grupo de Oração vão percebendo e até mesmo reconhecendo que determinado irmão ou irmã tem o dom de orar pelos enfermos, o que na maioria dos casos leva, segundo o que temos visto, de quatro a sete anos de caminhada.
Mas o importante é ter em mente que o dom pertence ao seu doador, ou seja, ao Espírito Santo, e que este, de maneira especial tem derramado seus dons nas reuniões de oração e chamado alguns a este ministério.
As curas podem ocorrer a qualquer momento em uma reunião de oração carismática, desde seu início, até o final, pois Deus age como quer, quando quer e na hora em que quiser. Às vezes, ocorrem curas sem que ninguém as peça, em um momento de louvor, por exemplo. Não são poucos os testemunhos de irmãos curados durante a reunião, sem que haja uma oração direta de algum servo para o restabelecimento de sua saúde.
A graça geralmente ocorre quando os membros do Grupo, dispostos e desejosos de deixarem-se usar pelo Espírito Santo, abrem-se ao dom, tornando-se canal de graça, intercedendo uns pelos outros, permitindo que o Senhor, por meio de suas orações, manifeste seu amor, curando os doentes, como sinal de sua presença.
Para que a cura ocorra constantemente no Grupo de Oração, os participantes devem ser motivados a experimentar todos os dons, aprender a orar pelos outros, sem se preocuparem de estar exercendo algum tipo de ministério. É necessário fazer experiência de orar uns pelos outros. São Tiago nos ensina: "orai uns pelos outros para serdes curados" (Tg 5, 16b).
O Senhor tem pressa e quer que aprendamos muito e rapidamente na caminhada em um Grupo de Oração. Para isso, somos levados a participar por períodos curtos em vários ministérios, motivados por uma vontade inexplicável de crescer e aprender.
É importante que os mais experientes incentivem os iniciantes que estão nesta busca de serem usados por Deus, levando-os a fazer vários cursos de formação e obter a experiências em todos os serviços, sem aquela obrigação de estarem atrelado a um ministério. Em outras palavras, não é necessário pertencer ao Ministério de Oração por Cura e Libertação para orar pelos outros e nem tampouco ter feito encontros de formação neste sentido. Todos podem orar uns pelos outros, abrindo-se aos dons do Espírito Santo. À medida que os dons vão sendo exercitados, orando e servindo aos irmãos, a comunidade vai reconhecendo o carisma de cada um.
Se uma pessoa é reconhecida pela comunidade como alguém que ao orar pela cura de um doente é atendida por Deus, esta, certamente, tem um chamado ao ministério. E o sinal claro desse chamado é a insistência de irmãos pedindo orações ou trazendo pessoas enfermas para que reze por elas. Quando o carisma se torna ministério a partir do reconhecimento pela comunidade, então a pessoa deve ser incentivada, principalmente pelo coordenador do Grupo de Oração, a buscar formação específica por meio do Ministério de Oração por Cura e Libertação, no intuito de se aprofundar na doutrina do carisma e aprender com os mais experientes.
Em resumo, o que temos aprendido com esta intervenção do Espírito Santo é o seguinte: primeiro o Dom de Curar acontece na Reunião de Oração, depois, com o passar do tempo, o dom começa a se destacar em alguns de seus membros, e só então, esses membros reconhecidos pela comunidade passam a se dedicar ao ministério.
Pelo que vimos, devemos tomar cuidado e não ter pressa na formação de ministros de oração por cura para não queimar etapas.
Para nossa reflexão: Uma pessoa que nunca orou pelos outros, ou que até tenha orado esporadicamente, ao fazer um curso do Ministério de Oração por Cura e Libertação, está pronta para exercer tal ministério?
Provavelmente, não. Fazer o curso e receber informações ajuda, mas por si só não capacita alguém a entrar para o ministério.
Mas, se ao contrário, alguém que não tenha feito curso de formação, porém vem sendo procurado pelos irmãos de forma sistemática na busca de oração por cura, este sim, deve ser incentivado a fazer os cursos de formação e entrar para o ministério, buscando aprofundar-se na doutrina do dom e compartilhar com os irmãos as experiências adquiridas na caminhada.
Para esses é imprescindível que se aprofundem na doutrina do dom e, para isso, devem buscar conhecimento, não somente nos cursos de formação dados pelo Ministério de Cura e Libertação, mas também nas Sagradas Escrituras e Doutrina da Igreja.
Também é importante a experiência dos irmãos de caminhada e a vasta literatura hoje existente em nosso meio, em especial aquela oferecida dentro de nossa espiritualidade.
Seguem aqui alguns pontos, que alguém que aspira ao Ministério de Oração por Cura, não pode perder de vista:
1 - Ter sempre em mente que o Dom de Curar é um carisma do Espírito Santo para o bem comum e não para satisfação ou projeção pessoal;
2 - Como os demais dons, à exceção do dom de línguas, só acontece quando Deus quer e na hora que Deus quer, pelo simples fato de não estar sob o domínio de quem ora e, por mais que haja fé, depende da vontade de Deus;
3 - É dado como sinal do amor de Deus por nós, geralmente para confirmar o anúncio do Evangelho;
4 - A maior motivação para o exercício do dom é, e sempre será, a caridade, sem se deixar levar pelo gosto do poder que o dom pode representar;
5 - Acontece com maior frequência quando se abre à unção do Espírito, geralmente em assembléias de oração, tais como nas reuniões de oração, nos Seminários de Vida no Espírito, nas Experiências de Oração, nos retiros, Congressos e outros eventos semelhantes, ocorrendo geralmente após um grande louvor, durante uma adoração ou momento de oração, mas podendo ocorrer também durante uma pregação ou proclamação da Palavra ou em qualquer momento em que o povo de Deus esteja reunido em seu nome, porque, como já foi dito anteriormente, o dom é do doador e é Ele quem escolhe o momento e a maneira de curar.
6 - É necessário desejar e pedir o dom ao Espírito Santo para se tornar um canal de graça para os irmãos;
7 - Quando se aspira ao ministério de cura, o certo é iniciar orando por enfermidades mais simples, sem se preocupar com resultados, após orar, entregar a Deus e deixar por sua conta os resultados, confiantes no seu poder, na certeza que depende d'Ele;
8 - É importante aprender a discernir. Às vezes, no inicio do ministério, tem-se à impressão que ao orar a cura vai ocorrer, o que, algumas vezes, não acontece. Mas, se, humildemente, refletirmos sobre a inspiração, pode-se concluir que o Senhor não estava dizendo: "vai curar..., mas, aprenda a orar para cura". Quando se sentir impulsionado a orar, ore, mas atento, porque o Senhor pode estar apenas lhe dizendo: aprenda a orar.
Aqueles que coordenam uma reunião de oração devem estar preparados e desejosos de que ela seja um transbordamento dos carismas, levando a assembleia de oração a se entregar ao Espírito Santo num clima de muito fervor e adoração.
É muito importante que o coordenador faça a graça acontecer, envolvendo todos os participantes da reunião de oração e que esses, em momentos próprios, orem uns pelos outros para obter as multiformes graças de Deus.
Um ponto privilegiado na reunião, para se obter a cura e libertação é o momento quando o coordenador, movido pelo dom da fé, pode convocar todos os membros a fazerem um ato de arrependimento, uma renúncia ou uma entrega, oração esta que certamente será ouvida pelo Senhor Jesus através de libertações e cura.
Outro ponto ocorre geralmente no momento do silêncio e escuta que acontece logo após o grande louvor depois da pregação da Palavra e dinâmica de oração que se segue. Geralmente neste momento ocorrem revelações de cura, por meio de palavra de ciência dada a um ou outro servo. Curas e libertações ocorrem ainda quando se faz uma grande intercessão pelos enfermos onde todos oram uns pelos outros.
Curas acontecem também após uma pregação ungida onde, ao final, o pregador ou o coordenador da reunião pede ao Senhor que confirme a palavra com os sinais.
Enfim, são muitos os momentos em uma reunião de oração, em que a cura ocorre. Tem-se visto grandes milagres durante o louvor, quando alguém apresenta ao Senhor Jesus uma pessoa muito enferma, com sério risco de morte (geralmente alguém que se encontra em alguma UTI de hospital), oportunidade em que o coordenador da reunião, após ouvir o clamor daquela pessoa, leva toda a assembleia a interceder pelo enfermo, pedindo a Jesus que vá àquele hospital e visite a pessoa necessitada. Milagres têm ocorrido quando todos oram.
Bem irmãos, o fato é que na vida da Renovação Carismática Católica, o Grupo de Oração é o local mais privilegiado para a manifestação do dom de curar. Podem surgir nesses grupos pessoas chamadas por Deus para exercer o ministério, mas a cura na reunião de oração é uma constante, independentemente do fato do grupo já ter ou não ministros de oração por cura.
Finalmente, desejo e espero que todos aqueles que a comunidade reconheceu como tendo o dom de curar, venham para o Ministério buscar a formação especifica sobre o dom.
sábado, 24 de outubro de 2009

terça-feira, 6 de outubro de 2009
Vantagens de receber o Corpo de Nosso Senhor diretamente na boca
Postado por Francisco às 05:00
Autor: Francisco Dockhorn
Publicação original: 05 de Maio 2006
Fonte: http://www.reinodavirgem.com.br/liturgia/vantagens.html
Ensina-nos a nossa Santa Mãe Igreja que o Santíssimo Sacramento é a Presença Real de Nosso Senhor Jesus Cristo, em Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Por isso, falando a respeito do ato de receber o Corpo de Nosso Senhor diretamente na boca, a Santa Igreja, na instrução Memoriale Domini, de 29 de maio 1969 (posterior ao Concílio Vaticano II, portanto), recomenda: "Levando em conta a situação atual da Igreja no mundo inteiro, essa maneira de distribuir a santa comunhão deve ser conservada."
A prática tradicional que a Santa Igreja adota há vários séculos é que os fiéis recebam o Corpo de Nosso Senhor diretamente na boca. Entretanto, existe hoje a concessão para que se receba o Corpo de Nosso Senhor na mão. Assim, em matéria moral, é lícito tanto receber o Corpo de Nosso Senhor na boca como na mão. Porém, a recomendação oficial do Santa Igreja é que se conserve a prática de receber Nosso Senhor na boca. E as normas litúrgicas são bem claras em afirmar que “os fiéis jamais serão obrigados a adotar a prática da comunhão na mão." (Notificação da Sagrada Congregação para os Sacramentos e Culto Divino, de Abril de 1985). Não tem, pois, um sacerdote o direito de se negar a ministrar o Corpo de Nosso Senhor na boca.
A Santa Igreja, na Instrução Memoriale Domini, deixa claro que, se na antiguidade, em algum local foi comum a prática dos fiéis receberem o Corpo de Nosso Senhor na mão, houve nas normas litúrgicas um amadurecimento neste sentido para se passasse a receber o Corpo de Nosso Senhor diretamente na boca. Assim diz o documento: "Com o passar do tempo, quando a verdade e a eficácia do mistério eucarístico, assim como a presença de Cristo nele, foram perscrutadas com mais profundidade, o sentido da reverência devida a este Santíssimo Sacramento e da humildade com a qual ele deve ser recebido exigiram que fosse introduzido o costume que seja o ministro mesmo que deponha sobre a língua do comungante uma parcela do pão consagrado."
Mas quais são as vantagens que há em receber o Corpo de Nosso Senhor diretamente na boca? A Santa Igreja fala de duas: a maior reverência à Sua Presença Real e a maior segurança para que não se percam os fragmentos do Seu Corpo. Assim ele se expressa: "Essa maneira de distribuir a santa comunhão deve ser conservada, não somente porque ela tem atrás de si uma tradição multissecular, mas sobretudo porque ela exprime a reverência dos fiéis para com a Eucaristia. Esse modo de fazê-lo não fere em nada a dignidade da pessoa daqueles que se aproximam desse sacramento tão elevado, e é apropriado à preparação requerida para receber o Corpo do Senhor da maneira mais frutuosa possível. Essa reverência exprime bem a comunhão, não ‘de um pão e de uma bebida ordinários’ (São Justino), mas do Corpo e do Sangue do Senhor, em virtude da qual ‘o povo de Deus participa dos bens do sacrifício pascal, reatualiza a nova aliança selada uma vez por todas por Deus com os homens no Sangue de Cristo, e na fé e na esperança prefigura e antecipa o banquete escatológico no Reino do Pai’ (Sagr. Congr. dos Ritos, Instrução Eucharisticum Mysterium, n.3) Por fim, assegura-se mais eficazmente que a santa comunhão seja administrada com a reverência, o decoro e a dignidade que lhe são devidos de sorte que seja afastado todo o perigo de profanação das espécies eucarísticas, nas quais, ‘de uma maneira única, Cristo total e todo inteiro, Deus e homem, se encontra presente substancialmente e de um modo permanente’ (Sagr. Congr. dos Ritos, Instrução Eucharisticum Mysterium, n. 9); e para que se conserve com diligência todo o cuidado constantemente recomendado pela Igreja no que concerne aos fragmentos do pão consagrado."
Em relação à esta maior reverência de que a Santa Igreja fala, o senso litúrgico da Santa Igreja tem o ato de evitar tocar no Sagrado como sinal de reverência. No Antigo Testamento, Deus proíbe que se toque na Arca da Aliança que Ele manda fabricar (Ex 25,10-22; 2Sm 6,6-7). A este respeito também que Santo Tomás de Aquino, doutor da Santa Igreja, na Summa Teológica (Summa, III pars, q.82, art. 3), afirma que ”por reverência a este sacramento, nada o toca, a não ser o que é consagrado; portanto, o corporal e o cálice são consagrados, e da mesma forma as mãos do sacerdote, para tocarem este sacramento." Também o saudoso Papa João Paulo II escreveu: “Tocar as Sagradas Espécies s e distribui-las com as próprias mãos é um privilegio dos ordenados." (Dominicae Cenae, 24 de fevereiro de 1980) Por isso, a Santa Igreja ordinariamente só permite que os sacerdotes e diáconos toquem no Corpo de Nosso Senhor. Tanto que o Corpo de Nosso Senhor só pode ser recebido na mão como concessão especial, e "o ministro ordinário da Sagrada Comunhão é o Bispo, o Presbítero ou o Diácono" (Código de Direito Canônico, 910); os ministros extroardinários da Sagrada Comunhão só podem atuar quando houver uma necessidade real e extraordinária - como o próprio nome diz.
Se na Santa Ceia, Nosso Senhor entregou o Seu Corpo nas mãos dos Santos Apóstolos, não podemos esquecer que eles eram Bispos, e como Sacerdotes que são, tocam ordinariamente o Corpo de Nosso Senhor.
Tal ato externo de reverência exprime e testemunha a fé da Santa Igreja, em reconhecer que a hóstia consagrada não é um pãozinho, uma rosquinha ou uma bolacha Trakinas, mas é o Corpo de Nosso Senhor.
Se a intimidade a qual Nosso Senhor se entrega a nós no Santo Sacrifício da Missa é verdadeira, também é verdadeira a reverência que devemos à Ele como verdadeiro Deus. A reverência não se opõe à intimidade, nem a intimidade se opõe a reverência. Neste sentido, o saudoso Papa João Paulo II escreve em sua última encíclica: “Se a idéia de "banquete" inspira familiaridade, a Igreja nunca cedeu à tentação de banalizar esta "intimidade" com seu Esposo, recordando-se que ele é também seu Senhor e que, embora "banquete", permanece sempre um banquete sacrifical, assinalado com o sangue derramado no Gólgota." (Ecclesia de Eucharistia, n. 48)
Se nos cultos protestantes se tem o costume tradicional de receber o pão na mão, é porque lá não se acredita na Presença Real de Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento - e neste caso é pão mesmo, pois os protestantes romperam com a Sucessão Apostólica, ou seja, lá não há sacerdotes validamente ordenados, e portanto não poderiam celebrar a Santa Missa nem se quisessem.
Em ambientes católicos, os teólogos ditos "progressistas" vão na mesma linha e incentivam a prática de receber o Corpo de Nosso Senhor na mão; uma conhecida religiosa brasileira (que aliás, combate explicitamente o ensinamento da Sagrado Magistério ao defender a utopia do sacerdócio feminino) contraria a argumentação de Santo Tomás de Aquino e da Santa Igreja, dizendo: "A comunhão deve ser recebida na mão ou na boca? Na maioria das dioceses, esse problema já foi superado há muito tempo; entendemos que somente crianças muito pequenas necessitam receber comida na boca. E o povo de Deus não quer ser infantilizado por mais tempo." (Ione Buyst, em "A Missa, memória de Jesus no coração da vida"; p. 139) Trata-se, evidentemente, de um equívoco da religiosa comparar o Corpo de Nosso Senhor com uma comida qualquer e afirmar que a Santa Igreja nos infantiliza ao recomendar reverência à Ele!
Aqui, é preciso deixar claro que não podemos condenar a atitude de quem recebe, em determinada situação, o Corpo de Nosso Senhor na mão, por motivos justos. Aqui se enquadra o exemplo de uma pessoa que em determinada situação opta em receber o Corpo de Nosso Senhor na mão de um ministro que se sabe que lhe desagrada ministrar o Corpo de Nosso Senhor diretamente na boca, para evitar conflitos com tal ministro. Porém, tais razões podem ser muito pessoais e subjetivas, por isso aqui não nos cabe julgamento do ato.
Além do mais, sempre será mais santa a atitude daquele que recebe o Corpo de Nosso Senhor na mão estando em estado de graça, do que aquele que recebe o Corpo de Nosso Senhor na boca estando em estado de pecado mortal. Porém, não podemos relativizar a questão a tal ponto de ignorarmos as vantagens que há em receber o Corpo de Nosso Senhor na boca.
Nota do editor (06/10/2009):
Este artigo havia sido escrito em 2006, quando o Santo Padre Bento XVI, no Trono de Pedro, dava os seus primeiros passos a caminho da "reforma da reforma". No ano passado, chegou em nossas mãos as palavras de Mons. Albert Ranjith (na época, nada menos que Secretário da Congregação para o culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos!), no prefácio do livro "Dominus Est", de autoria do Bispo Athanasius Schneider, onde ele aprofunda e fortalece nossa argumentação:
"...acerca da comunhão nas mãos, deve-se reconhecer que a
prática foi impropriamente e rapidamente introduzida em algumas
dioceses da Igreja logo após o Concílio, mudando aquela antiqüíssima
prática, tornando-a uma prática regular em toda a Igreja. Algumas
dioceses justificaram a mudança dizendo que ela melhor reflete o
Evangelho ou a antiga prática da Igreja... Outras, para justificar
essa prática, referem-se às palavras de Jesus: "Tomai e comei." (Mc
14, 22; Mt 26, 26).
Quaisquer que sejam as razões para esta prática, não podemos ignorar
o que está acontecendo no mundo inteiro onde a mesma tem sido
implantada. Esse gesto tem contribuído para um gradual
enfraquecimento da atitude de reverência para com a sagradas espécies
Eucarísticas, enquanto que na prática anterior salvaguardava-se
melhor o sentido de reverência.
(...)
Neste sentido, o livro escrito pelo Bispo Athanasius Schneider, Bispo
Auxiliar de Karaganda no Cazaquistão, intitulado Dominus Est, é
significativo e estimado. (...) ... ele nos apresenta uma esclarecedora
consideração histórico-teológica de como a prática de receber a
Sagrada Comunhão na língua e de joelhos foi aceita e praticada na
Igreja por um longo período de tempo.
Agora eu penso que é o momento ideal para se rever e reavaliar tão
boas práticas e, se necessário, abandonar a prática corrente que não
foi exigida nem pela Sacrosanctum Concilium nem pelos Padres da
Igreja, mas foi apenas aceita depois de sua introdução ilegítima em
algum países. Agora, mais do que nunca, nós temos a obrigação de
ajudar os fiéis em desenvolver novamente uma fé profunda na Presença
Real de Cristo nas espécies Eucarísticas a fim de que se fortaleça a
vida da Igreja e a defenda em meio as perigosas distorções da fé que
esta situação continua causando."
1 comentários

O Sacerdócio edifica a Igreja
Autor: Pe. Demétrio Gomes da Silva (Diretor do Instituto Filosófico e Teológico do Seminário São José da Arquidiocese de Niterói-RJ)
Publicação original: Julho de 2009
Saiba mais: Catecismo da Igreja Católica, n. 1322-1498;1536-1600; 1667-1673.
Ao proclamar o Ano Sacerdotal, com ocasião da comemoração do 150º aniversário do dies natalis de São João Batista Maria Vianney o Santo Padre, Papa Bento XVI, disse que pretendia “contribuir para fomentar o empenho de renovação interior de todos os sacerdotes para um testemunho evangélico mais vigoroso e incisivo”. Este Ano Sacerdotal deve ser um tempo no qual não só os sacerdotes, mas todos os fiéis redescubramos a beleza deste grande dom que o Senhor confiou à Sua Esposa, a Igreja.
Se todo cristão é um «Outro Cristo» - Alter Christus -, com muito mais razão o é o sacerdote. Homem configurado ao Senhor não só em virtude do sacramento batismal, mas também pela ordenação sacerdotal, que realiza nele uma identificação total com Cristo, Cabeça da Igreja. Podemos dizer que tal identificação é tão profunda, que já não existe uma alteridade perfeita entre Cristo e o sacerdote. Ele já não é somente um Alter Christus, mas Ipse Christus, o mesmíssimo Cristo.
Estritamente falando, só existe um Único Sacerdote: Jesus Cristo. Todos aqueles que recebemos o dom do sacerdócio por imposição das mãos dos Apóstolos e seus sucessores somos sacerdotes n’Ele, isto é, participamos do seu único e sempiterno sacerdócio.
O sacerdote perpetua a presença do Senhor na história dos homens de todos os tempos. Ele é chamado a fazer de sua voz, a voz de Seu Senhor; do seu olhar, o mesmo olhar amoroso do Mestre; de suas mãos, mãos que seguem curando e levantando aqueles que sofrem sob o peso de seus pecados. Parafraseando a Bem Aventurada Madre Teresa de Calcutá, podemos dizer, em uma palavra, que o sacerdote permite que Cristo siga amando através dele.
Por mais que quiséssemos, jamais conseguiríamos abarcar por completo este mistério na Igreja de Deus. O Santo Cura d’Ars dizia aos seus, que se entendêssemos o que é um sacerdote, morreríamos, não de susto, mas de amor. Afirmava também que só no Céu, o sacerdote entenderá bem a si mesmo.
A dignidade dos sacerdotes - a qual todos somos chamados a redescobrir neste Ano Sacerdotal - não consiste nas qualidades pessoais daqueles que são chamados a este ministério. Na verdade, parece que essas são inclusive bem escassas naqueles a quem o Senhor chama. Se Ele fosse seguir a lógica humana, certamente escolheria a outros. Há seguramente muito mais pessoas eloqüentes por aí, mais inteligentes, e até mesmo mais santas. Por certo, a criatura mais perfeita e bela que saiu das mãos de Deus, a Virgem Maria, não foi chamada ao sacerdócio. Aqui cai por terra a débil argumentação feminista, segundo a qual as mulheres deveriam ser também ordenadas, pois possuem a mesma dignidade que os homens. Em parte é verdade, mulheres e homens possuem a mesma dignidade diante de Deus, mas a dignidade do sacerdote - ignoram os feministas - não reside em que ele humanamente seja mais ou menos digno, mas no tesouro sobrenatural que ele porta, apesar do pobre vaso que é, na eleição que o próprio Deus fez dele.
O Senhor chama aqueles que Ele quis (Cf. Mc 3,13). Essa é a razão suprema do chamado sacerdotal: o querer libérrimo de Deus, totalmente independente das qualidades pessoais daquele que é chamado. A vocação sacerdotal é, por isso, dom totalmente gratuito. Ninguém tem “direito” a recebê-la.
A presença do sacerdote no mundo é absolutamente necessária para que a redenção alcance a todos os homens. A ação mais sublime que um homem pode realizar na terra - consagrar o Corpo e o Sangue do Senhor, e perdoar os pecados - só pode ser realizada por um sacerdote. “O padre possui a chave dos tesouros celestes: é ele que abre a porta; é o ecônomo do bom Deus; o administrador dos seus bens (…). Deixai uma paróquia durante vinte anos sem padre, e lá adorar-se-ão as bestas” (São João Maria Vianney).
Sem padre, não há Eucaristia, e, sem Eucaristia, não há Igreja. O teólogo francês, Henri de Lubac, afirmava que a “Eucaristia edifica a Igreja”. Podemos aqui acudir também a uma paráfrase e dizer que “o sacerdócio edifica a Igreja”. O caminho inverso, infelizmente, também é verdadeiro. Se alguém quiser desedificar a Igreja, tentará fazê-lo procurando destruir o sacerdócio. O demônio e os seus amigos sabem muito bem disso, e, como não tiram férias, tentam a todo o momento macular a imagem dos sacerdotes entre os homens.
Essa é a única razão pela qual os pecados dos ministros de Cristo são lançados aos quatro ventos, para que todos os contemplem e deixem de perceber o tesouro que escondem por detrás de suas fragilidades humanas. Não sejamos ingênuos: qual outra razão teriam em publicar em diversos meios de comunicação as misérias desses homens?
É verdade, lamentavelmente, que existem - sejamos realistas - sacerdotes que profanam o seu celibato com toda a espécie de corrupção sexual que a criatividade dos filhos de Adão pode imaginar, sacerdotes que se vendem por dinheiro, que desobedecem às normas da Igreja, enfim.
Como afirmou o Papa Bento XVI, “nada faz a Igreja, Corpo de Cristo, sofrer mais que os pecados dos seus pastores, sobretudo daqueles que se convertem em “ladrões de ovelhas” (João 10, 1ss)”. É um dano inimaginável o que esses maus pastores podem causar às almas de quem eles deveriam salvar, sobretudo porque um sacerdote nunca se condena sozinho. Porém, devemos estar muito vigilantes para que jamais sejamos tomados de certo espírito pessimista, que nos leve a pensar que todos os sacerdotes estão corrompidos, que nos faça, enfim, deixar de contemplar a beleza do ministério sacerdotal, e maravilhosa ação que Deus prodigaliza por meio desses homens.
Diante de tantas sombras, temos que afirmar - também com realismo -, que a imensa maioria dos sacerdotes temos o desejo de sermos fiéis à nossa vocação. Ainda com toda nossa debilidade, que compartilhamos com os nossos irmãos homens, temos o anseio sincero de conversão, de santidade, e para isso, nos confessamos, buscamos uma direção espiritual, e aproveitamos todos os meios ascéticos para colaborar com a graça de Deus em nós. Quantos são os sacerdotes que se consomem diariamente, nos altares de distantes igrejas, no silêncio dos confessionários, nos hospitais, e em tantos outros lugares, para conduzir ao Céu aquelas almas que lhe são confiadas, ocultos aos olhos dos meios de comunicação?
Aproveitemos esta inspirada iniciativa do Santo Padre para fazer novamente brilhar o esplendor do sacerdócio na Igreja Católica. Esplendor que, nem sequer, a miséria dos pastores enfermos - não existem maus pastores, mas pastores doentes - poderão roubar da Santa Igreja. Resgatar práticas simples, mas carregadas de fé, como, por exemplo, pedir a bênção aos sacerdotes. Incentivá-los a que se vistam como padres. Rezar muito pela sua conversão. Fazer, de alguma forma, com que nós mesmos redescubramos o tesouro que recebemos em nossa ordenação e recuperemos nossa identidade diante da Igreja e do mundo.
Certa vez ouvi dizer que a sociedade civil é um reflexo da sociedade eclesiástica. Se isso é verdade, pense no que poderíamos fazer no mundo com um punhado de sacerdotes santos?
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
RCC de Natal realiza Ressurgir 2009

A Renovação Carismática Católica da Arquidiocese de Natal está se preparando para a 16ª edição do Ressurgir. O evento será realizado de 03 a 06 de dezembro, no ginásio do Instituto Sagrada Família, em Natal/RN, com a participação de diversos artistas nacionais e locais.
Para a coordenação da RCC Natal, o Ressurgir 2009 não deve mais ser visto como um evento de shows, mas como um projeto missionário que se estende por todo o ano. Gustavo Santana, coordenador geral do Ressurgir, relata que esse projeto missionário tem como alvo principal os jovens, que participam ou não de grupos de oração. Ele enfatiza que “mais do que a propaganda das atrações que vão passar pelos palcos do evento, queremos atrair as pessoas pelo nome do Nosso Senhor, Jesus Cristo”.
Para isso, está sendo montada uma programação especial para este ano. Além dos tradicionais shows, serão realizados momentos de adoração ao Santíssimo Sacramento e Santa Missa. Gustavo diz que uma grande tenda de adoração ao Senhor estará montada no local, do começo ao fim do evento. Além disso, estão sendo preparadas equipes de oração por cura e aconselhamento e os padres da arquidiocese estão sendo convidados para ouvir confissão.
O evento está assumindo um caráter temático e este ano o tema “Um novo louvor ao Senhor” foi discernido a partir da inspiração nacional que a RCC vive este ano: “Jesus Cristo é o Senhor” (cf. Fp 2, 11), e do Salmo 150, 6: “Tudo que tem fôlego, louve ao Senhor”. A proposta deste tema é restaurar nas pessoas, de modo geral, a necessidade de estar permanentemente louvando ao Senhor.
O Ressurgir é realizado, todos os anos, paralelo ao Carnatal, a micareta da capital potiguar. Segundo alguns sites de turismo, esta é uma das maiores micaretas do país e atrai anualmente mais de um milhão de pessoas para o Corredor da Folia. Para se entender o que o evento representa na cidade, é preciso salientar que Natal tem pouco mais de 800 mil habitantes.
Desde a sua primeira edição, o Ressurgir quer testemunhar a verdadeira alegria. Segundo Gustavo, “é preciso um trabalho urgente e ágil para abrir os olhos da juventude para as ilusões que o mundo oferece”. “A nossa cidade se transforma em prol de um evento que no fundo somente destrói aquilo que o Senhor fez de mais especial, o homem. Precisamos nos deixar envolver com a alegria que não passa, a alegria vinda do Espírito Santo”, concluiu.
Para alcançar a juventude, estão sendo montadas equipes de jovens que irão visitar todos os grupos de oração da cidade de Natal para que participem do evento. Além disso, a juventude está se mobilizando com o auxílio da tecnologia, através de ferramentas como Orkut e SMS. Também foi lançado o site do Ressurgir: http://www.ressurgir.com.br, com todas as informações do evento. Em breve, o projeto quer alcançar os jovens do Twitter.
Apesar de ser um evento mais voltado para os jovens, é visível a presença de pessoas de todas as idades no evento. É possível ver famílias inteiras, todas as noites. Para este ano, está sendo esperada uma média de duas mil pessoas por noite.
Fonte: Ministério de Comunicação Social – RCC Natal/RN
Papa exorta a evangelizar segundo estado de vida e carisma
O Papa exortou todos os cristãos e comunidades eclesiais a anunciarem e testemunharem o Evangelho "segundo os diversos estados de vida e carismas", por ocasião do Dia Missionário Mundial, que a Igreja celebra neste domingo, 18.
Ele o fez em sua alocução prévia à oração do Ângelus, diante de centenas de fiéis reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano.
"O Dia Missionário Mundial constitui, para todas as comunidades eclesiais e para cada cristão, um forte convite ao compromisso de anunciar e testemunhar o Evangelho a todos, em particular aos que ainda não o conhecem", disse.
Citando a encíclica de João Paulo II, Redemptoris Missio, Bento XVI afirmou que "a Igreja existe para anunciar esta mensagem de esperança a toda a humanidade, que em nosso tempo, ‘apesar de conhecer realizações maravilhosas, parece ter perdido o sentido último das coisas e da sua própria existência'".
Prosseguir a obra de Jesus
O pontífice indicou que a Igreja, "guiada pelo Espírito Santo, reconhece-se chamada a prosseguir a obra do próprio Jesus, anunciando o Evangelho do Reino de Deus".
"Este Reino já está presente no mundo como força de amor, de liberdade, de solidariedade, de respeito à dignidade de cada homem, e a comunidade eclesial sente forte no coração a urgência de trabalhar para que a soberania de Cristo se realize plenamente", acrescentou.
A Mensagem do Papa para o Dia Missionário Mundial deste ano está inspirada em uma expressão do Livro do Apocalipse, que, por sua vez, remete-se a uma profecia de Isaías: "As nações caminharão à sua luz".
Em referência a este lema, o Santo Padre destacou que a luz do Evangelho "orienta o caminho dos povos e os guia à formação de uma grande família, na justiça e na paz, sob a paternidade do único Deus, bom e misericordioso".
Bento XVI pediu "que toda comunidade humana seja iluminada pela luz de Cristo" e "que seu Evangelho ajude as pessoas de todos os continentes a converter-se em uma grande família, para que todos os povos descubram em Deus um Pai que os ama".
Também invocou a intercessão de São Lucas evangelista, de São Francisco Savério, de Santa Teresa do Menino Jesus e de Nossa Senhora, "para que a Igreja possa continuar difundindo a luz de Cristo entre todos os povos".
No Dia Missionário Mundial, o Papa convidou também "todos os cristãos a um gesto material e espiritual de partilha para ajudar as jovens igrejas dos países mais pobres".
Verdadeiras perseguições
O pontífice agradeceu aos que colaboram com as missões, particularmente as Pontifícias Obras Missionárias.
E recordou "os missionários e missionárias - sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos voluntários - que consagram sua existência a levar o Evangelho ao mundo, enfrentando também obstáculos e dificuldades e, às vezes, até verdadeiras perseguições".
Concretamente, referiu-se ao sacerdote fidei donum Ruggero Ruvoletto, recentemente assassinado no Brasil, e ao religioso Michael Sinnot, sequestrado há poucos dias nas Filipinas, assim como ao que está "emergindo no Sínodo dos Bispos da África em termos de extremo sacrifício e de amor a Cristo e à sua Igreja"
Após a oração do Ângelus, em sua saudação em língua francesa, afirmou que "Cristo no Evangelho nos recorda que o Filho do Homem veio para servir".
E destacou que "nossa fidelidade a Cristo não deve nos levar a procurar as honras, a notoriedade, a fama, mas nos convida a compreender e fazer compreender que a verdadeira grandeza se encontra no serviço e no amor ao próximo".
Mensagem aos Participantes no Encontro Mundial da Renovação Carismática Católica

Caríssimos Irmãos e Irmãs!
1. Com grande alegria envio-vos a minha saudação por ocasião do "Encontro Mundial da Renovação Carismática Católica", que se realiza em Rimini. Já há diversos anos a "Renovação no Espírito Santo" celebra aí, no início de Maio, a sua "convocação nacional". Por ocasião do Ano Jubilar este encontro assumiu uma dimensão particular, devido à presença de numerosos representantes de grupos e comunidades carismáticas provenientes de outros Países do mundo.
Justamente, por isso, o vosso encontro realiza-se com o patrocínio de um organismo, o "International Catholic Charismatic Renewal Services", ao qual compete a tarefa de coordenar e promover o intercâmbio de experiências e de reflexões entre as comunidades carismáticas católicas espalhadas pelo mundo. Graças a isto, a riqueza presente em cada comunidade reverte-se em benefício de cada um e todas as comunidades podem perceber, de maneira mais fácil, o vínculo de comunhão que as une umas às outras e à Igreja inteira. Saúdo cordialmente o Presidente do "International Catholic Charismatic Renewal Services", Senhor Allan Panozza, e o Coordenador Nacional da "Renovação no Espírito Santo", Senhor Salvatore Martinez, e também todos os membros do Comitê Nacional de Serviço.
2. Este encontro internacional de Rimini constitui para vós uma etapa da peregrinação jubilar. Ao celebrarmos a etapa bimilenária da Encarnação, todos nós somos chamados a dirigir o nosso olhar para Cristo, "luz das nações". Ao olharmos para Ele, renovam-se em nós o enlevo e a gratidão: o Filho de Deus fez-se homem, morreu para a nossa salvação, ressuscitou e vive.
Cristo vive! Ele é o Senhor! Esta é a certeza da nossa fé. Enquanto a proclamamos com humildade e firmeza, estamos conscientes do fato que esta certeza não vem de nós. Se pudemos conhecer Cristo, foi porque Ele mesmo se fez conhecer a nós, dando-nos o seu Espírito: "Ninguém pode dizer: "Jesus é Senhor", senão por influência do Espírito Santo" (1Cor12,3). Ao fazer-se conhecer, Cristo não nos deixou sozinhos. No Espírito nasce o novo povo de Deus, porque "aprouve a Deus salvar e santificar os homens, não individualmente, excluída qualquer ligação entre eles, mas constituindo-o em povo que O conhecesse na verdade e O servisse santamente" (Const. dogm. Lumen gentium, 9). Toda a comunidade eclesial autêntica é uma porção deste povo, que há dois mil anos percorre as estradas do mundo. Embora pertencendo a uma comunidade determinada, todo o batizado está, portanto, aberto a acolher a riqueza da Igreja universal, que é a Igreja de todos os séculos.
3. A Igreja olha com gratidão para o florescer de comunidades vivas, nas quais a fé é transmitida e vivida. Neste florescimento, ela reconhece a obra do Espírito Santo, que jamais deixa faltar à Igreja as graças necessárias para enfrentar situações novas e às vezes difíceis. Muitos de vós recordareis o grande encontro que se realizou em Roma no dia 30 de Maio de 1998, na vigília de Pentecostes. Naquela ocasião, eu disse: "No nosso mundo, com freqüência, dominado por uma cultura secularizada que fomenta e difunde modelos de vida sem Deus, a fé de muitos é posta à dura prova e, não raro, é sufocada e extinta. Percebe-se, então, com urgência a necessidade de um anúncio forte e de uma sólida e aprofundada formação cristã. Como é grande, hoje, a necessidade de personalidades cristãs amadurecidas, conscientes da própria identidade batismal, da própria vocação e missão na Igreja e no mundo! Como é grande a necessidade de comunidades cristãs vivas! E eis, então, os movimentos e as novas comunidades eclesiais: eles são a resposta, suscitada pelo Espírito Santo, a este dramático desafio do final de milênio" (L'Osserv. Rom. Ed. port. de 6/6/98, pág. 4).
Naquela ocasião, fiz observar também que para os movimentos já se apresentava uma etapa nova, "a da maturidade eclesial” (ibid.). Também as comunidades carismáticas são chamadas hoje a dar este passo e estou certo de que, para o maturar da consciência eclesial nas diversas comunidades carismáticas católicas espalhadas pelo mundo, um papel importante poderá tê-lo o "International Catholic Charismatic Renewal Services". Aquilo que eu disse então na Praça de São Pedro, repito-o a todos vós reunidos em Rimini: "A Igreja espera de vós frutos ‘maduros’ de comunhão e de empenho" (ibid.).
4. No seio das vossas comunidades, em circunstâncias diversas, para cada um de vós teve início um caminho que leva a um conhecimento e a um amor de Cristo sempre maior. Não interrompais o caminho empreendido! Tende confiança: Cristo completará a obra que Ele mesmo iniciou. "Aspirai aos melhores dons!" (1 Cor 12, 31). Procurai sempre Cristo: procurai-O na meditação da Palavra de Deus, procurai-O na oração, procurai-O no testemunho dos irmãos. Sede gratos aos sacerdotes que acompanham como pastores as vossas comunidades: através do seu ministério é a Igreja que vos guia e vos assiste como mãe e mestra. Acolhei com alegria as ocasiões que vos são oferecidas para aprofundar a vossa formação cristã. Servi Cristo nas pessoas que vos estão próximas, servi-O nos pobres, servi-O nas carências e necessidades da Igreja. Deixai-vos guiar verdadeiramente pelo Espírito! Amai a Igreja: una, santa, católica e apostólica!
Estou particularmente contente por saber que no vosso encontro participam também representantes de outras Igrejas e Comunidades eclesiais e desejo saudá-los com afeto. Ao unirdes-vos no louvor comum, acolhestes o convite por mim formulado na Bula de proclamação do Grande Jubileu: "Acorramos todos, vindos das diversas Igrejas e Comunidades eclesiais espalhadas pelo mundo, para a festa que se prepara; tragamos conosco aquilo que já nos une, e o olhar fixo unicamente em Cristo permita-nos crescer na unidade que é fruto do Espírito" (Incarnartionis mysterium, 4).
Enquanto juntamente convosco oro à Virgem Maria, para que cada um acolha o dom do Espírito para ser testemunha de Cristo lá onde vive, de bom grado concedo-vos, queridos Irmãos e Irmãs, e às vossas famílias a minha afectuosa Bênção.
Vaticano, 24 de Abril de 2000.
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